Salve, salve gente do esporte!
Optei por falar sobre dois temas que estão, de certa forma, interligados por estes dias, tudo em função da chamada "Data Fifa".
No mesmo período em que a Seleção Brasileira encara amistosos importantes e de maior peso, a dupla Gre-Nal estará trabalhando para melhorar com o mesmo objetivo: subir na tabela do Brasileirão para, quem sabe um pouco mais adiante, sonhar com voos mais altos.
O Grêmio, que precisa encontrar equilíbrio e regularidade, precisa e deve focar em melhores atuações longe de Arena, já que é um desastre. Se dependesse dos resultados fora de casa, hoje estaria lutando contra o rebaixamento. Felizmente, para o técnico Luís Castro e para o torcedor gremista, o desempenho dentro de seus domínios compensa. Mas não tem como se sustentar dessa maneira. Se continuar jogando mal e tropeçando fora, logo passará a jogar mais pressionado em seu estádio e ficará distante demais da parte de cima da tabela e o sonho de um retorno à Libertadores na próxima temporada vira pó. A pausa também dará mais tempo para o técnico português testar outras opções e para que quem não está dando resultado possa fazê-lo o quanto antes.
No Inter as coisas não estão tão diferentes. Após um início sofrível, sem vitórias, inclusive dentro do Beira-Rio, o time treinado pelo Paulo Pezzolano parece ter sentido e foi parar em uma incômoda lanterna, que já virou passado, é verdade. As duas vitórias afastaram o Colorado da zona de rebaixamento, porém é preciso muito mais para que essa situação se mantenha, ao mesmo tempo que a conquista de novos resultados positivos, dentro e fora de casa, permitem mirar mais acima, quem sabe até em uma Libertadores, algo que terça da semana passada era algo quase inalcançável. Há quem diga que o objetivo é ficar no meio da tabela e nada mais, dada a situação complicada que vive o clube. Assim como no rival, o técnico terá tempo para ajustes, criar novas opções de jogo e recuperar atletas que perderam espaço recentemente.
E A SELEÇÃO BRASILEIRA?
Bom, essa precisará ser analisada com calma na próxima semana, após os amistosos, mais, digamos, "cascudos" contra França e Croácia. Certamente são os testes mais pesados desde que Carlo Ancelotti assumiu o comando técnico e assim será até a Copa, já que os próximos compromissos serão mais leves. Ótima oportunidade para ver como nossa seleção se comporta e também para quem quiser carimbar de vez o passaporte para o Mundial. Tenho esperança de que a "Canarinho" pode e vai evoluir até lá - talvez não para brigar pelo hexa - e também acredito no surgimento de novas opções, especialmente para o ataque, que possam fazer a convocação final passar longe de nomes como Gabriel Jesus e Richarlison, que muito pouco ou quase nada agregam.
Que venham Endrick, Igor Thiago e outros nomes capazes de promover a renovação e colocar a bola na rede, para nossa alegria.
JÚLIO MARTINS
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