Tiroteio entre grupos indígenas mobiliza forças de segurança em Charrua e mantém aulas suspensas



Um confronto com disparos de arma de fogo entre grupos indígenas mobilizou as forças de segurança na tarde de sexta-feira (27), no município de Charrua, no Norte do Rio Grande do Sul. O episódio foi registrado por volta das 15 horas, na região central da cidade, nas proximidades do ginásio municipal. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos, conforme informou a Prefeitura de Charrua.

De acordo com a Administração Municipal, o confronto envolveu integrantes do grupo indígena que ocupa, desde o último dia 18 de março, o ginásio municipal localizado ao lado da Escola Municipal Carmelina Baseggio, e indígenas que permanecem na Reserva do Ligeiro.
O grupo que está no prédio público sustenta que deixou a reserva após ser expulso da área e afirma ter buscado abrigo no local por receio de novos confrontos.

Prazo para desocupação terminou no sábado

O prazo judicial para a desocupação voluntária do ginásio encerrou no sábado (28). A decisão liminar determina a reintegração de posse do espaço público, já autorizada pela Justiça.
Segundo a Prefeitura de Charrua, após o cumprimento da ordem judicial, os indígenas que ocupam o local deverão ser realocados para outra reserva da região.
Aulas seguem suspensas e prédios públicos foram fechados
Em razão do clima de insegurança, aproximadamente 180 alunos da Escola Municipal Carmelina Baseggio e da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Dentinho de Leite seguem sem aulas.
Além da suspensão das atividades escolares, a prefeitura também determinou, por medida de segurança, o fechamento temporário da Câmara de Vereadores e de uma secretaria municipal, ambos localizados nas proximidades da área de tensão.

Prefeitura aguarda mediação da Funai

A administração municipal informou que aguarda a atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para intermediar a situação e garantir o cumprimento da ordem judicial sem o agravamento do conflito.
Enquanto isso, a Brigada Militar permanece monitorando a área para evitar novos episódios de violência até que a reintegração de posse seja efetivada.
A reportagem procurou a Funai, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Texto: Olhar Daqui RS com informações da GZH
Foto: Divulgação

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