Quem acompanha o futebol gaúcho, seja como torcedor, seja como analista, já se deu conta (ou pelo menos já deveria ter se ligado) de que estamos ficando para trás dos chamados "endinheirados". Isso é fato, e não é de hoje que acontece. O problema é que a tendência é de que isso só se agrave com o passar do tempo, especialmente pelo tamanho do endividamento de Grêmio e Internacional, que já está na casa dos bilhões.
Mas são só as dívidas, a capacidade de se endividar ou a falta de recursos para grandes contratações que assustam. Muitos de vocês talvez não tenham parado para analisar, mas estamos em pleno mês de abril (o ano está voando) e nenhum dos grandes do futebol do Rio Grande do Sul conseguiu colocar um patrocinador master na camiseta. Sim, estamos falando de 10, quem sabe 12 ou 15 milhões de reais que deixaram de entrar nos primeiros três meses do ano, se levarmos em consideração contratos recentes firmados por ambos.
Seria isso reflexo de campanhas ruins e de uma menor exposição de marca oferecida por nossos clubes? O Inter, por exemplo, vai passar 2026 sem disputar uma competição internacional, algo que não ocorria há quase uma década, e o Grêmio se salva por estar na Sulamericana, uma espécie de Série B da Libertadores, que por sorte pode ser também um atalho para a principal competição das Américas no ano seguinte, mas que também tem seu lado ruim, pois ser eliminado muito cedo pode ser uma desgraça.
Será que teremos que nos acostumar e contentar com menos, com tão pouco? Será que num futuro não muito distante o torcedor da dupla Gre-Nal terá que se satisfazer em jogar uma Sulamericana ou em não ser rebaixado, já que lutar por título de um Brasileirão, por exemplo, está fora de cogitação há tempos.
É amigos, o momento indica que o que vem pela frente não é nada bom. Tomara que eu esteja errado, tomara, mas os tempos de glória possivelmente ficarão apenas na lembrança.
JÚLIO MARTINS
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