O tempo está voando e já faltam menos de 90 dias para o Mundial, que está cada vez mais rodeado de incertezas - e aí nem estamos falando do que pode acontecer dentro das quatro linhas. Mas no Brasil uma dúvida mexe com o torcedor e provoca discussões nas rodas de conversa e debates: Neymar deve ser convocado? A seleção precisa mesmo dele?
Pois então! Faço parte daquela parcela que questiona sua presença, que questiona suas atitudes e entende que Neymar poderia ter sido o melhor do mundo se esse fosse seu desejo e fosse colocado como principal objetivo. Craque? Sim! Acima de média. O melhor jogador brasileiro dos últimos tempos, desde os Ronaldos pelo menos. Mas até que ponto esse Neymar quase caricato que atua quando quer pelo Santos pode nos ajudar na caminhada em busca do hexa?
Vejam bem, no parágrafo anterior me coloquei como crítico ferrenho, mas não posso negar que, especialmente após a lesão do Rodrygo, passei a ver a situação com outros olhos. Impostas algumas condições, como estar bem fisicamente, entender que é mais um em um grupo que vai tentar algo hoje tão distante, com menos holofotes sobre si - se é que isso é possível -, Neymar cabe no grupo do Mundial. Se puder atuar com 70% de sua capacidade intelectual, a experiência ajuda sim. E vamos combinar, ele ainda é, nas melhores condições, repito, acima da média inclusive dos jogadores que vêm sendo chamados por Ancelotti.
Então, na convocação desta segunda e na convocação final para o Mundial, sim, professor Ancelotti, o senhor está autorizado, pode chamar o Neymar. Mas nada de "menino Ney"! Se quisermos algo maior, precisamos de um "adulto Ney", capaz de liderar e entender que ao receber esta nova chance, precisa ser para a seleção aquilo que talvez nunca tenha se aproximado de ser.
JÚLIO MARTINS
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