Por muitos anos, quem buscava um médico procurava alívio
para a dor, resposta para a doença, solução para o problema já instalado. Em
Tapejara, essa lógica começou a mudar a partir do momento em que a médica Júlia
Canali decidiu voltar para casa trazendo na bagagem uma especialidade ainda
pouco conhecida no interior do país: a Medicina do Esporte. Mais do que uma
nova área médica, ela trouxe um novo olhar sobre saúde, prevenção e qualidade
de vida.
Natural de Tapejara, Júlia construiu sua formação fora.
Graduou-se em Medicina em Caxias do Sul e, após a formatura, em 2015, iniciou
sua trajetória profissional no município de Ipê, atuando na Estratégia de Saúde
da Família (ESF). Foi ali, no contato direto com a realidade da saúde pública,
que começou a amadurecer uma decisão importante: qual caminho seguir dentro da
medicina.
A pediatria chegou a ser considerada, mas ficou para trás.
Após muita reflexão, Júlia escolheu um rumo ainda pouco explorado,
especialmente fora dos grandes centros: a Medicina do Esporte. “Essa área
existe em outras universidades, inclusive em Caxias, onde me formei, mas optei
pela USP”, conta. A escolha pela Universidade de São Paulo não foi apenas
acadêmica; foi também estratégica e transformadora.
Neste ano, Júlia completa 10 anos de formada, uma década
marcada por mudanças profundas na própria medicina. “A medicina evoluiu muito,
assim como várias outras áreas, principalmente com o uso da inteligência
artificial. E a gente precisa se atualizar constantemente”, observa. Para ela,
acompanhar essa evolução é parte essencial do compromisso com o paciente.
O que mais a atraiu na Medicina do Esporte foi justamente a possibilidade de trabalhar com pessoas saudáveis e com prevenção. “Quando você trabalha em hospital ou pronto-socorro, a dinâmica é diferente. Na minha área, atendo mais pessoas que estão bem e querem continuar assim, ou melhorar ainda mais”, explica. É uma medicina voltada para o antes, antes da lesão, antes da doença, antes da limitação.
Logo após concluir a residência, Júlia viveu experiências que ampliaram sua visão sobre saúde e trabalho em equipe. Atuou em uma Confederação de Esportes Aquáticos, trabalhou com a seleção brasileira de nado sincronizado e com as categorias de base do Palmeiras. “Foi algo que eu não viveria dentro de um hospital. Ali, o médico não é a figura central, mas parte de uma equipe focada em melhorar o rendimento dos atletas”, relembra.
Essa vivência reforçou uma convicção que hoje norteia seu trabalho: a Medicina do Esporte está muito mais ligada à saúde do que à doença. “Também tratamos lesões, dores e outros acometimentos, mas o dia a dia é muito mais relacionado à performance, ao bem-estar e à prevenção”, afirma.
Segundo Júlia, a medicina vem, aos poucos, ganhando espaço na promoção da saúde. “Muitas pessoas ainda procuram o médico apenas para ‘apagar incêndios’, mas isso está mudando. As pessoas começam a entender a importância do acompanhamento profissional para ter qualidade de vida”, destaca. Para ela, a mensagem central é clara: “A saúde se constrói enquanto você está bem. Quando a doença aparece, a vida já não é mais a mesma”.
Em Tapejara, a atuação da médica é ampla e diversa. Júlia acompanha atletas amadores que sonham com o profissionalismo, realiza avaliações cardiovasculares para quem deseja iniciar uma atividade física, trabalha com melhoria da composição corporal, atende pessoas com dores musculares, lesões, dores crônicas ou recorrentes e utiliza técnicas como o agulhamento a seco, voltado à liberação de pontos gatilho musculares.
O que mais a atraiu na Medicina do Esporte foi justamente a possibilidade de trabalhar com pessoas saudáveis e com prevenção. “Quando você trabalha em hospital ou pronto-socorro, a dinâmica é diferente. Na minha área, atendo mais pessoas que estão bem e querem continuar assim, ou melhorar ainda mais”, explica. É uma medicina voltada para o antes, antes da lesão, antes da doença, antes da limitação.
Logo após concluir a residência, Júlia viveu experiências que ampliaram sua visão sobre saúde e trabalho em equipe. Atuou em uma Confederação de Esportes Aquáticos, trabalhou com a seleção brasileira de nado sincronizado e com as categorias de base do Palmeiras. “Foi algo que eu não viveria dentro de um hospital. Ali, o médico não é a figura central, mas parte de uma equipe focada em melhorar o rendimento dos atletas”, relembra.
Essa vivência reforçou uma convicção que hoje norteia seu trabalho: a Medicina do Esporte está muito mais ligada à saúde do que à doença. “Também tratamos lesões, dores e outros acometimentos, mas o dia a dia é muito mais relacionado à performance, ao bem-estar e à prevenção”, afirma.
Segundo Júlia, a medicina vem, aos poucos, ganhando espaço na promoção da saúde. “Muitas pessoas ainda procuram o médico apenas para ‘apagar incêndios’, mas isso está mudando. As pessoas começam a entender a importância do acompanhamento profissional para ter qualidade de vida”, destaca. Para ela, a mensagem central é clara: “A saúde se constrói enquanto você está bem. Quando a doença aparece, a vida já não é mais a mesma”.
Em Tapejara, a atuação da médica é ampla e diversa. Júlia acompanha atletas amadores que sonham com o profissionalismo, realiza avaliações cardiovasculares para quem deseja iniciar uma atividade física, trabalha com melhoria da composição corporal, atende pessoas com dores musculares, lesões, dores crônicas ou recorrentes e utiliza técnicas como o agulhamento a seco, voltado à liberação de pontos gatilho musculares.
Ela também observa o fortalecimento do conceito wellness, um
estilo de vida que integra bem-estar físico, mental e emocional. “Esse conceito
só traz benefícios. Mas é importante reforçar que o cuidado com o corpo precisa
estar ligado à saúde e à qualidade de vida, não apenas à estética”, pontua.
A trajetória profissional de Júlia se entrelaça com sua história pessoal. Logo depois de formada, quando ainda estava em Ipê, conheceu o esposo, Bruno, também médico. O encontro, curiosamente, não aconteceu em um hospital. “Foi numa balada, em São Paulo”, conta, entre risos. Bruno, inclusive, teve papel importante na aproximação dela com a Medicina do Esporte e na escolha pela USP. Casaram-se e seguiram a vida em São Paulo, em uma rotina intensa de trabalho e estudo.
A trajetória profissional de Júlia se entrelaça com sua história pessoal. Logo depois de formada, quando ainda estava em Ipê, conheceu o esposo, Bruno, também médico. O encontro, curiosamente, não aconteceu em um hospital. “Foi numa balada, em São Paulo”, conta, entre risos. Bruno, inclusive, teve papel importante na aproximação dela com a Medicina do Esporte e na escolha pela USP. Casaram-se e seguiram a vida em São Paulo, em uma rotina intensa de trabalho e estudo.
A capital paulista oferecia oportunidades, mas a chegada do
filho Pedro, hoje com dois anos, trouxe novas prioridades. Com ele ainda bebê,
o casal decidiu retornar para Tapejara. A mudança não foi simples. Recomeçar a
carreira em uma cidade onde a especialidade ainda não existia exigiu coragem e
paciência. “A parte pessoal pesou mais do que a profissional”, admite.
O retorno, no entanto, trouxe ganhos que vão além da
carreira. “Conseguimos almoçar juntos todos os dias. Algo impensável em São
Paulo. E o Pedro tem o privilégio de passar as tardes com a avó, vivendo tudo o
que uma vovó pode oferecer”, relata.
Hoje, Júlia e Bruno constroem, passo a passo, um caminho
sólido em Tapejara. Mais do que estabelecer uma especialidade médica, Júlia
ajuda a plantar uma nova cultura de cuidado: aquela que entende a saúde como um
processo contínuo, construído no movimento, na prevenção e no equilíbrio.
Ao trazer a Medicina do Esporte para o município, Júlia Canali não apenas ampliou as opções de atendimento em saúde. Ela ajudou a mudar a forma como Tapejara olha para o corpo, para o bem-estar e para o futuro. Uma trajetória que une raízes, conhecimento e propósito, e que segue em movimento.
Ao trazer a Medicina do Esporte para o município, Júlia Canali não apenas ampliou as opções de atendimento em saúde. Ela ajudou a mudar a forma como Tapejara olha para o corpo, para o bem-estar e para o futuro. Uma trajetória que une raízes, conhecimento e propósito, e que segue em movimento.
Texto: Renee Rodrigues Fontana
Foto: Divulgação
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Saúde
